Saudade!

Este espaço será preenchido com poemas sobre a Saudade!
Saudade de caminhos percorridos...Saudade de experiências vividas....Saudade da terra do meu Viver!
Saudade....palavra tão simples que tudo indica
!

sexta-feira, agosto 29, 2008

Desafio...



DESAFIO!



Foi-me lançado um desafio
Por uma Amiga brejeira
Pedindo que compusesse
E com 3 palavras fizesse
Uma poesia "à maneira"!

Pois bem, querida Amiga!
Aqui me tens a rimar...
E o tema escolhido
É um tema bem querido...
Não me custa "trabalhar"...

África... Angola... Fórum...
Foram as palavras propostas
E aqui está o resultado
De um trabalho apressado
Para leres... e veres se gostas!

África!...é Magia!
Um Continente encantado
Onde se fica enamorado
P'la Natureza sem par...
Mas também é guerra fria
Dos Homens... triste agonia...
De quem a tenta esventrar!


Angola... filha dilecta!
Desta África colossal
Adoptada por Portugal
Como terra muito querida...
E quem nela se criou
De certeza que a amou
Para o resto da sua Vida!

Fórum...Ponto de Encontro!
De quem não cala a sua dor
De Saudade e de Amor
P'la terra do seu viver
É aqui que recordamos
E Amigos encontramos
Tentando, a Saudade, esquecer...

África...Angola
Uma à outra gerou
E o Amor se criou
Com ela, no seu crescer
E o Fórum...ponto amigo
Onde posso estar contigo
Não pode, nunca, morrer!

Letinha

terça-feira, julho 22, 2008

Para matar a Saudade


Para Matar a Saudade!


Para matar a Saudade
Cerro os olhos... devagar
E recordo a cidade
Daquele tempo e idade
Que no meu peito fez lar...

Para matar a Tristeza
Que se aninha no meu peito
Cerro os olhos com firmeza
E penso naquela beleza
Onde cresci a meu jeito...

Para matar a diferença
Que sinto cá deste lado
Cerro os olhos... força intensa...
E sinto aquela presença
Da Luanda do passado...

E para matar a Revolta
De ter fugido sem querer
Cerro os olhos... a alma volta...
À cidade livre e solta
Do meu tempo de crescer...

Ai... Luanda da minha vida
Onde cresci... devagar...
Nem sabes quanto és querida
Recordada e sentida
Quando escondo o meu olhar...

E quando, por fim, cerrar
Os meus olhos nesta vida
Para ti irei voltar
Sem ter que os olhos fechar
Luanda... minha querida!

Letinha

domingo, julho 20, 2008

Banco da Marginal...



Banco da Marginal!




Será que ficaria sentada
Nesse banco de jardim?
Quieta...bem sossegada...
Não me parece que sim!

Sentada só ficaria
Depois de calcorrear
As ruas dessa cidade
Que me ajudou a criar!

Depois de ir a S. Paulo
E ao Bairro Popular...
Depois de ver a Muxima
E o cinema Miramar...

Depois de subir a Calçada
Dessa fortaleza sem par...
Depois de ir à Mutamba
Ver o maximbombo passar...

Depois de correr a Maianga
Esse Bairro singular...
Depois de estar nos Coqueiros
A ver o meu Clube jogar...

Depois de encher meus olhos
Com a paisagem de espantar
Vista lá do Palácio...
Num jardim de encantar...


Depois de comer baleizão
E de toda me lambuzar
Depois de nas águas da Ilha
Lá ter ido mergulhar...

Depois.... Ai....Depois....
Tanta coisa a recordar...
Será que teria tempo
P'ra, nesse banco, sentar?


Letinha

20/07/2008

terça-feira, junho 24, 2008

Maximbombo



Maximbombo



Ai... que saudades
Das viagens p'ró Liceu
Num maximbombo velhinho
Roncando todo o caminho
Tão carregado como eu...

Na minha pasta... os livros
Para ler e me formar
Nos seus lugares... o povo
Começando um dia novo
Quando ia trabalhar...

O nosso maximbombo
Sem cansaço, carregava
O que podia levar
E sem nunca recusar
Tempos depois... lá voltava

Namoros se começaram
Dentro da sua carcaça
Muitas risadas se deram
De anedotas sem graça
Muitos sonhos se sonharam
No seu rodar pela praça
Muitas lágrimas se choraram
Quando chegava a desgraça...


E ele tudo guardava
Como mudo espectador
Da vida de cada um
Ai... maximbombo de Luanda
Desde que saí da Banda
Nunca mais eu vi nenhum...

Letinha

quarta-feira, junho 18, 2008

Deixo a imaginação...




Deixo a imaginação à solta...


Deixo a imaginação à solta
Sentada na Marginal
E olhando à minha volta
Sinto que a minha revolta
Deixou de ser tão brutal...

Olho a baía encantada
E lembro com muita Saudade
Quantas vezes, apressada
Sem reparar quase em nada
Passeei a Mocidade...

E se pudesse voltar
À cidade do meu encanto
Juro que ia reparar
Em tudo o que por mim passar
Sossegando o meu pranto...

Ai... Luanda, terra querida
Diria bem alto... gritando
Chorei à minha partida
Vivi triste a minha vida
E aqui me tens... chorando!

E choro, agora, de emoção
Ao regressar para ti
Tu sempre foste a Paixão
Que ocupou meu coração
Pois eu nunca te esqueci...

Letinha